“Frango de granja” tem HORMÔNIO?

De

Olá!!

Hoje vamos tratar de um assunto que tem ficado comum entre a população e influenciado no consumo de frango em geral, por medo de estar consumindo hormônios através destas aves muita gente deixa de consumir este tipo de carne. Será que a carne dos frangos de granja são mesmo ricas em hormônios??

Isso é um MITO!

Em 2004, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou a Instrução Normativa nº 17 (18/06/2004) que proíbe a administração por qualquer meio, na alimentação e produção de aves, de substâncias usadas com finalidade de estimular o crescimento e eficiência alimentar (tireostáticos, androgênicos, estrogênicos ou gestagênios e β-agonistas).

Esse pensamento vem na mente das pessoas ao fazerem análise da rápida evolução do frango nas granjas.

Os “frangos caipira” , como são conhecidos os que são de criação livre, levam de 8 a 10 meses para chegar a idade onde estão prontos para o abate e consumo, já o crescimento dos “frangos de granja”, criados em confinamentos, acontece em bem menos tempo, de 4 a 5 meses.

Contudo o que influencia essa diferenciação de evolução das aves de granja?

Ao longo de décadas houve melhoramento genético das aves, de forma que foram escolhidas as mais evoluídas e foi feito cruzamento destas aves.

Da mesma forma em que existem pessoas em que a genética é mais propensa a evolução muscular existem as aves.

As aves que tem mais potencial para crescimento: apresentam melhor desenvolvimento de peso, reproduzem mais pintinhos, tem o peitoral mais avantajado- melhor performance.

Outro ponto, não está proibido o consumo de rações com aditivos que podem melhorar o desenvolvimento muscular destas aves, é como se fossem suplementos consumidos por quem objetiva crescimento muscular e equilíbrio de micronutrientes.

A Instrução Normativa nº 13 (30/11/2004) define aditivos como sendo substâncias ou microrganismos adicionados de modo intencional aos produtos. São substâncias que possuem como objetivo melhorar as características dos produtos destinados à alimentação animal ou dos produtos de origem animal (alimentos) ou melhorar o desempenho de animais sadios. Seu uso é regulado pelo Ministério da Agricultura e são necessariamente registrados nesse órgão.

 

FRANGO CAIPIRA

FRANGO DE GRANJA

CONFINAMENTO
ALIMENTAÇÃO Grãos de milho, girassol, soja, feijão-guandu,
arroz quebradinho, sorgo,
folhas de couve, repolho,
alface, chicória, mostarda, mamão,
goiaba, banana, mandioca, abóbora,
inhame, capins, etc. As frutas e os legumes
fornecem vitaminas e sais mine-
rais às aves, além de aumentar a pigmentação
(cor) da gema.
Sais minerais: manter os comedouros com calcário calcítico. Cascas de ovos moídas servem também como
fonte de cálcio.
Nas primeiras 24 horas, pode limitar-se ao fubá espalhado sobre folhas de jornal, no segundo dia, entra-se com ração de crescimento e no terceiro ela já não é mais servida em jornal, mas em recipientes a 6 cm de altura. Gradativamente os comedouros irão subindo até atingirem 15 cm, quando as aves já estiverem em idade adulta. Um pintinho precisa de 100 gramas de ração na primeira semana; 250 gramas na semana seguinte e 350 gramas na subsequente. A partir daí pode receber ração de engorda. Adulta, uma galinha necessita entre 100 e 150 gramas por dia de ração. Depois dos 30 dias de idade a podem ser acrescentados restos de hortaliças e folhas verdes no regime das aves.
GENÉTICA Não Cruzamento de aves com melhor DNA

Os animais de granja são maiores e com a carne mais macia, enquanto os caipiras são menores e com menos carne. Também há diferença no sabor: o frango caipira é mais saboroso e tem coloração mais escura que o frango de granja, além de ser mais rico em proteína. Os ovos do frango da granja são brancos e finos, enquanto os ovos caipiras possuem a gema amarela, quase avermelhada e casca rígida e escura.

A carne de frango é considerada saudável, com alto teor de nutrientes e com menos custo em relação a outras proteínas animais. A produção da carne de frango, em geral, é realizada sob a coordenação de agroindústrias que possuem equipes de elevada formação técnica, cujo objetivo é produzir o alimento de forma segura e dentro dos padrões estabelecidos pela lei.

Referências:

  • Embrapa: “Instalação e fases de criação das aves”.”Sistema alternativo de criação de galinha caipira”.
  • Avicultura industrial: “Instalação para implantação de granja de aves”, por
  • Portal da educação: “Afinal a carne de frango tem mesmo hormônio?”, por Patricia Rossi Moriconi
  • Artigo de Gerson Neudi Scheuermann1, Nathália de Andrade Thereza, Célia Regina de Ávila Oliveira, Hellen Daniela Sousa Coelho, Mariana Bataglin Villas Boas2, Raquel Machado Cavalca Coutinho, Juliano Rodrigo Guerreiro: “Utilização de hormônios na produção de frangos: mito ou realidade?”.
  • EMATER-MG: “Criação de galinha caipira”.

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